A palavra História nos veio do grego historien ( “narrar”), que, por sua vez, originou-se de outra palavra grega, histor (“juiz”). Assim a história não faz uma narrativa, mas também a julga, organiza-se e lhe dá sentido. O termo História da Arte costuma designar o conjunto das obras de uma época, país ou escola das artes visuais. A arte é a expressão máxima do momento, seja ele histórico ou pessoal. Os historiadores de arte procuram determinar os períodos que empregam um certo estilo estético por 'movimentos'. A arte registra as idéias e os ideais das culturas e etnias, sendo, assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo.
Na linguagem comum, o termo história da arte costuma referir-se à história das artes visuais mais tradicionais, como a pintura, escultura e arquitetura. Se bem que as idéias sobre a definição de arte tenham sofrido mudanças ao longo do tempo, o campo da história da arte tenta categorizar as mudanças na arte ao longo do tempo e compreender melhor a forma como a arte modela e é modelada pelas perspectivas e impulsos criativos dos seus praticantes. Embora a história da pintura seja imensamente rica em significado, seu valor é, com demasiada frequaência, obscurecido pelas complexidades dos historiadores. Se deixarmos tais complexidades de lado e simplesmente nos rendermos às maravilhas dessa história, estaremos apenas reivindicando aquilo que é nosso por direito inalienável.
As pinturas das cavernas de Altamira foram as primeiras a serem descobertas nos tempos modernos. As cavernas ficam próximas a Santander, no norte da Espanha. A descoberta ocorrida em 1879, tinha tantas e tamanhas implicações para a arqueologia que, de início, foi dada como fraude. No teto de um corredor que sai de uma caverna de Altamira foi pintado um bisão acompanhado de outros bichos (cavalos, javalis, mamutes etc), caças desejadas pelo homem da pedra. A Pintura em Parede, segundo a descoberta de arqueólogos, por serem cavernas subterraneas, e, por isso, estão sempre às escuras, eram feitas com a ajuda de pequenas tochas de pedra, cheias de banha ou tutano. Os esboços eram talhados na rocha macia, ou então finas linhas de tinta eram sopradas na parede com um caniço oco. Para fazer tinta coloriada, os artistas usavam ocre, um mineral que podia ser socado até virar pó e produzir pigmentos vermelhos marrons e amarelos. O preto talvez consistisse em pó de carvão vegetal. Todos esses pigmentos eram esfregados na parede com as mãos (resultando em gradações de tom muito delicadas, que fazem lembrar a pintura a pastel) ou misturados a alguma forma de fluido aderente (como banha, por exemplo) e aplicados com toscos pincéis feitos de caniços ou cerdas. Os recursos eram simples, mas o efeito, em especial no estranho silêncio da caverna, é avassalador. Poucas ferramentes tiveram tanto impacto sobre a arqueologia quanto a datação por carbono-14. Usando o índice de desaparecimento de uma forma radioativa de carbono, o método permitiu datar diretamene objetos antigos de origem orgânica e, em muitos casos, modificou profundamente nossa percepção sobre a evolução cultural de nossos ancestrais. Um exemplo disso é o estudo recente da gruta de Chauver, nosudoeste da França, e seu complexo de desenhos, pinturas e gravuras da Idade do Gelo. Referências: Wikipédia, Históia da Arte. Disponível em <http:pt.wikipedia.org/historiadaarte>. Acesso em: 05 out. 2007. GUIZZO, João. História da Pintura, São Paulo, 1997. Superinteressante, A Arte nasceu, Dez. 2004. HISTORIA |