Música e prevenção da Cultura Imprimir e-mail

 Partindo do pressuposto que a preservação da cultura de um povo se dá através da perpetuação de suas tradições e tendo como principio comum o desenvolvimento musical da juventude.
A música faz parte das vidas de todos. Há aqueles que estudam músicas e aqueles que apenas a ouvem. Não existem pessoas que não gosta de música, pois ao menos o único trecho musical atingirá o coração; uma melodia alegre consegue trazer alegria. Pois a musica é uma linguagem universal, e onde nós estivemos, ela passa mesmo sentimento, independente de nacionalidade. A sensação de produção musical é igual em qualquer parte do mundo.

Os antigos gregos acreditavam que a musica curava doença, purificava o corpo e o espírito e inclusive causava efeitos sobre a natureza e o universo. A música, nesta época, era ensinada porque seria capaz de moldar o caráter e a conduta das pessoas. Segundo Aristóteles, ´´(...) se ouvimos música inadequada, tornar-nos-emos pessoas más; em contrapartida, se ouvirmos a música adequada, tenderemos a tornar-nos pessoas boas;.´´ Pessoas ´´boas´´ eram fruto de um sistema público de educação fundamental em ginástica e música, pois a ginástica disciplina o corpo e a música, o espírito.
Se já naquela época era valorizada a musica e o ensino da musica, por que não nos dias de hoje? Existem terapias baseadas no poder curativo da musica e novamente, pessoas envolvidas com e pela musica não mais felizes. Talvez no mundo venha a se tornar um lugar melhor se todos aprenderem a musica.
Felizes daqueles que se deixam envolver pela musica e a ela se entregam. Com tudo quanto mais se conhece música, mais se deve e se deseja conhece-la. O afastamento da sociedade das práticas artísticas, dentro delas a musica isso devido ao atual processo de educacional, é o que trazem a MUDART a implementação deste projeto Banda Marcial MUDART.
Atendendo desde crianças ( desde 07 anos), jovens e adultos, bem como portadores de necessidades especiais, que residam em comunidades carentes, trazendo através da música, que é uma linguagem universal e a sua forma de expressão, na qual todos devem ter acesso independente de credo, raça, status social e religião, uma oportunidade única expressão e fortalecimento da identidade cultural do povo. Pessoas de baixa renda e de carência cultural, que não tiveram acesso a esta arte de expressão.
 Será estruturada por ex – voluntários que atuavam na Banda Marcial da Guarda Mirim – Centro Comunitário Diva Pereira Gomes, Eles serão a base da banda a ser montada ao longo da implementação deste projeto, que contará com alunos que serão formados nos pólos de implantação de projetos da música.
Na música a questão piscológica é muito importante para o desenvolvimento musical do ser humano. A organização neural para a musica e o comportamento musical humano tem sido de inúmeras discussões nas áreas de neurociências  e de arte musical perpetua-se a discussão sobre a existência ou não de módulos neurais para a musica ou se esta função é compartilhada com outras áreas. Este artigo traça um panorama sobre estas  discussões e apresenta os resultados dos estudos mais relevantes nesta área que vêem sendo realizados nas ultimas décadas e que buscam compreender os meios pelos quais o cérebro humano processa armazena e produz musica, concluindo com uma breve comparação entre música e fala. Tais estudos tem como base, principalmente os avanços na neurociência cognitiva, que podem auxiliar no esclarecimento sobre a relação música cognição e o papel da educação musical no desenvolvimento cognitivo.

1.1 Música e fala

Estudos comparativos entre música e fala também tem sido um dos campos pesquisa, no abrangente mundo da neuropsicologia cognitiva. Trata-se de um vasto campo de investigação. Música e fala (Wolf, 2002) são fundamentalmente similares, já que utilizam o material sonoro, que são recebidos e analisados no mesmo órgão. Porém, muitos fatores acústicos, apesar desta semelhança, são utilizados de diferentes modos. A codificação da informação, percorre diferentes caminhos. Isto se dá porque a fala possui de modo freqüente, um significado denotativo, o que não acontece usualmente no caso da musica. Tanto o código musical, quanto o código da fala, que possuem diferentes elementos, podem ocorrer diferentes caminhos, possuir diferentes valores, e interpretado de diferentes modos.

A percepção musical envolve as áreas primárias e secundárias do sistema auditivo (A1 e  A2), bem como as áreas da associação auditivas (AA) nos lobos temporais, justamente sobre os ouvidos, e que recebem um input dos ouvidos por meio do tálamo. È o que esta basicamente envolvido no processo de percepção de estruturas de tempo e decomposição de espectros. O lado esquerdo do córtex  auditivo primário faria a rápida análise de estruturas de tempos, diferença de voz e de articulações. O lado direito faria a análise da decomposição de sons. O timbro seria processado na área secundária, e uma percepção gestáltica teria lugar nas áreas de associação, como por exemplo, de padrões melódicos que envolvem tempo, altura e palavras.
A audição de uma música é também uma tarefa extremamente complexa, já que engloba diferentes padrões , associações, emoções, expectativas, entre outras coisas. Isto envolve um conjunto de operações cognitivas e perceptivas, que são representadas no sistema nervoso central. Partes dessas operações seriam independentes, e outras integradas, ligadas a experiência prévias do sistema de memória, fazendo com que a experiência musical adquira um significado. (Altenmuller e Gruhn, 2002).
A função do treinamento também é apontada como causa nas diferenças de lateralidade na percepção da música. Em tarefas de reconhecimento de memória, alguns não- músicos demonstram vantagens no ouvido, enquanto ouvintes que possuíam treino musical demonstram superioridade no ouvido direito. Quanto a tal fato. Os pesquisadores sugerem que ouvintes leigos focalizariam um contorno melódico total, enquanto ouvintes treinados perceberiam uma melodia enquanto um conjunto articulado de elementos e seus componentes.

1.2. Música e cognição

Para o pesquisador Straliotto (2001), a inteligência pode ser desenvolvida por meio de audição, já que cada código sonoro representaria um espaço ativado no cérebro, com a finalidades de reter a informação. Os neurônios, que recebem as informações codificadas, após serem ativados pelos códigos musicais, ficariam ´´abertos´´ para receberem conhecimento de outros órgãos dos sentidos. A ativação dos neurônios seriam ampliada À medida  que novos conhecimentos vão se somando por meio dos cinco órgãos do sentido. O ator explica que, maior será o conhecimento sonoro da pessoa quanto mais sons diferentes ela ouvir, por estar utilizando uma área cerebral maior para reter aquelas informações.
Em investigação realizada por Williamon e Egner (2004) foram examinados os comportamentos  e as correlações neurais de memória musical. Havia a hipótese que um compasso simples em uma peça musical serviria como marco estrutural para codificação e recuperação da memória neste setor. O estudo realizado com seis pianistas profissionais, que revelaram como estudavam e memorizavam suas peças. Foram registrados letroencefalogramas durante a tarefa de memorização. Os resultados confirmam a hipótese que a memorização de compassos estruturais é crucial no armazenamento e decodificação de uma peça musical. Em outro estudo relativo à memória, foi investigado como o conhecimento de um estilo especifico contribui para memorização de uma melodia. Para isso foram utilizados dois tipos de melodias, uma ocidental tonal e uma japonesa modal. Os estudantes ocidentais que possuíam anos de experiência com a música ocidental tenal tinham dificuldade em reconhecer o outro estilo. Estudantes mais inexperientes, com menos especializações no estilo tonal ocidental, tinham mais facilidade em memorizar ambas as melodias, indicando que a familiaridade com estilo pode ser uma importante estratégia de memorização .

1.3. Educação musical e o desenvolvimento cognitivo

A musica é uma ciência básica com um grande número de variações de códigos, o que segundo Straliotto, possibilitaria o desenvolvimento intelectual da pessoa. Quanto mais cedo crianças entrarem em contato com o mundo da música, maiores serão as chances de que elas assimilem novos códigos sonoros que a música pode oferecer. Maior será o seu conhecimento armazenado na memória sonora, quanto mais tipos de sons a criança ouvir, o que pode ser também ampliado, se a criança praticar um instrumento musical. Neste processo, o musico ( criança) torna-se o agente criador de diferentes códigos sonoros, por meio de criações realizadas com seu instrumento. Para o autor, o estímulo ao aprendizado da musica é necessário, já que a musica para a criança funciona como uma nova forma de exteriorização dos sentimentos, como um novo idioma que servirá de veiculo para as emoções.
Quando um adulto houve atentamente uma peça musical, e compreende esta linguagem, uma enorme quantidade de informações são processadas muito rapidamente. Muito desse processamento acontece automaticamente, abaixo do plano consciente de  análise, porque não há tempo refletir sobre cada detalhe enquanto uma musica acontece. Os elementos da sentença musical são, portanto, processados mais rapidamente. Isto acontece de um modo que o ouvinte atento não tem tempo de compreender todos os significativos envolvidos. Ao mesmo tempo, o ouvinte depende de uma aprendizagem perceptual, a qual é obtida no contexto de sua cultura particular. Elementos na estrutura cognitiva musical de um adulto, também podem ser encontrados em crianças o que indica que, em uma mesma cultura há uma precoce e grande influencia na aquisição de habilidades cognitivo- musicais (Dowling,1999).
 Existe uma forma de inteligência musical, que possui uma trajetória própria de desenvolvimento, bem como sua própria representação, neurológica, havendo uma variedade de representações neurais de capacidade musical em seres humanos. As pessoas possuem uma gama de tipos e graus de habilidades musicais. Levando em conta que indivíduos diferem em suas possibilidades, é plausível que o sistema nervoso tenho a capacidade de oferecer diversos mecanismos para executar estes desempenhos. Podemos colocar também que a competência musical é fruto de uma considerável contribuição genética. Entre crianças, as diferenças individuais são imensas, e o treinamento não parece, segundo o autor, interferir efetivamente na redução destas desigualdades. A capacidade musical também seria encontrada entre crianças não tão notáveis em outras áreas do conhecimento. São poucos os estudos que tratam dos primeiros anos de um compósitos ou interprete musical. São vários os aspectos da relação musica-cognição. Os pesquisadores interessados em aprofundar os processos cognitivos relacionados à atividade musical podem ter um grande suporte nas recentes descobertas no campo da neurociência cognitiva. A compreensão de tais processos pode auxiliar nas bases de aços da educação e da performance musical, para professores e músicos. Para os neurocientistas, em contrapartida, a elucidação desses processos contribui para a compreensão dos modos de funcionamento do cérebro, onde muito ainda há por se conhecer.

Texto de: Maestro Levi Pereira

 
 
 
sinesio santos
Olá pastor,  
 
Gostei muito do seu site e dos quadros também. Parabéns.






 

 

 
 
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